TCE julga ação contra Taxa de Turismo de Angra nesta quarta

Cobrança da Taxa de Turismo Sustentável

O Tribunal de Contas do Estado (TCE) analisa neste dia 30 a representação proposta pelo deputado estadual Marcelo Dino (PL) acerca da aplicação da Taxa de Turismo Sustentável (TTS), que foi implementada para os visitantes da parte continental de Angra dos Reis e da Ilha Grande. Desde sua introdução em junho deste ano, a taxa gerou polêmica e resistência, com muitos argumentando que ela resultou em uma queda nos índices de reservas em hotéis e pousadas na região.

De acordo com as alegações, o impacto negativo é evidente para os comerciantes locais, que já reportam prejuízos substanciais devido à diminuição do fluxo turístico. O deputado, que realiza fiscalização na área, denunciou a falta de manutenção de infraestrutura na Ilha Grande, apresentando problemas como um cais deteriorado e praias em condições inadequadas para banho. Ele enfatizou que, mesmo após meses de cobrança da taxa, problemas antigos na estrutura da ilha ainda permanecem sem solução.

Impactos da taxa nas reservas de hotéis

A cobrança da Taxa de Turismo Sustentável nos últimos meses gerou uma desaceleração nas atuações da indústria do turismo em Angra dos Reis. Vários estabelecimentos relataram uma queda significativa nas reservas de quartos, refletindo uma possível resistência dos turistas ao pagamento adicional ao visitar a região. As opiniões sobre a taxa são polarizadas; enquanto alguns veem como uma medida necessária para preservar o meio ambiente e a infraestrutura local, outros a consideram um ônus a mais, que pode desestimular o turismo.

Taxa de Turismo Sustentável

Além disso, a crítica à TTS também envolve questões mais amplas de gestão e manutenção dos espaços públicos. O deputado Dino apontou que, apesar da cobrança, a falta de reparos e o descaso com as condições de visitação ainda persistem, o que levanta dúvidas sobre a eficácia da aplicação dos recursos gerados pela taxa. Os turistas, ao visitarem a Ilha Grande, esperam não apenas um ambiente sustentado, mas também serviços básicos de qualidade, o que parece estar longe de ser uma realidade satisfatória no momento.

Com a análise pelo TCE, espera-se que novas diretrizes e responsabilidades sejam estabelecidas, buscando equilibrar a necessidade de arrecadação com a melhoria da experiência turística e a preservação efetiva dos atrativos naturais da região.