Willer Tomaz pediu a ampliação de construções em Angra dos Reis no mesmo dia em que Cláudio Castro alterou regras ambientais. O pedido, feito em 20 de março, visava aumentar a taxa de ocupação da Ilha Comprida, disputada com Richarlison.
A nova norma revogou planos de manejo de áreas protegidas, incluindo a APA de Tamoios, que existe há 40 anos. Os pedidos relativos à ilha comprida e à Ilha José André trouxeram à tona questionamentos sobre os impactos do decreto e possíveis interesses privados.
Richarlison, que afirma ter adquirido a propriedade na Ilha Comprida por R$ 10 milhões, denuncia ações de Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro para retirar seus direitos sobre o imóvel. O empresário nega qualquer irregularidade e se defende apresentando registros do cartório e da Secretaria do Patrimônio da União.

Mudança nas regras ambientais em Angra dos Reis
No dia 20 de março de 2026, o então governador Cláudio Castro revogou planos de manejo para áreas protegidas em Angra dos Reis, incluindo a APA de Tamoios. Essa decisão foi circunstanciada por um pedido feito por Willer Tomaz, que buscava a ampliação de construções em ilhas da região. A medida, que também alterou a taxa de ocupação permitida, se alinhava aos interesses de Tomaz, pois ele solicitou um aumento na ocupação da Ilha Comprida para 30%.
As implicações do decreto foram levadas em conta, especialmente por se tratar de áreas antes protegidas, que incluem florestas e manguezais. A revogação causou polêmica entre ambientalistas e gerou questionamentos sobre os efeitos práticos dessa mudança nas regras que regulavam a construção na região.
Controvérsia entre Willer Tomaz e Richarlison
A disputa entre Willer Tomaz e o jogador de futebol Richarlison gira em torno da propriedade de uma mansão localizada na Ilha Comprida. Richarlison alega ter adquirido a propriedade por R$ 10 milhões em 2020 e acusa Tomaz e o senador Flávio Bolsonaro de tentarem retirar seus direitos sobre o imóvel através de manobras jurídicas. Tomaz, por sua vez, nega qualquer irregularidade, afirmando possuir a escritura e os registros legais necessários.
Os confrontos começaram quando Flávio Bolsonaro visitou a ilha com o intuito de negociar a compra da mansão, proposta que Richarlison recusou. O tema se torna ainda mais complexo com os recentes movimentos políticos e a investigação em andamento pela Polícia Federal sobre possíveis favorecimentos vinculados aos pedidos de construção realizados por Tomaz.
Investigação sobre possíveis favoritismos
A investigação da Polícia Federal envolve não apenas os pedidos de Willer Tomaz ao Inea, mas também as ações do ex-governador Cláudio Castro e do ex-presidente do órgão, Renato Bussiere. A suspeita é de que tenham agido em benefício de interesses particulares, praticando tráfico de influência em favorecimento às solicitações de construção nas ilhas de Angra.
Ambos os pedidos de Tomaz, que incluíam a construção de um resort na Ilha José André, não avançaram após a mudança das regras ambientais. A proposta para construção do resort, que contemplava diversas instalações luxo, gerou críticas, especialmente por se configurar dentro de uma área considerada protegida pela APA de Tamoios.
Essa questão levanta preocupações adicionais sobre a proteção ambiental em Angra dos Reis e as implicações legais e sociais de possíveis movimentações no mercado imobiliário local, particularmente envolvendo áreas outrora mitigadas pela legislação ambiental.


