A Ilha Comprida, em Angra dos Reis, tornou-se o epicentro de um impasse jurídico envolvendo o jogador Richarlison, o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. A disputa começou em 2020 quando Richarlison alegou que investiu R$ 10 milhões na compra de uma mansão na ilha.
Entenda a disputa judicial
A disputa judicial Ilha Comprida envolve o jogador de futebol Richarlison, o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz. O caso teve início em 2020, quando Richarlison investiu R$ 10 milhões na compra de uma mansão na ilha, situada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. De acordo com o jogador, Flávio Bolsonaro tentou adquirir a propriedade, mas ao ser recusado, ele se uniu a Willer Tomaz para reivindicar os direitos sobre o imóvel por meio da Justiça.
Tomaz alega ter adquirido legalmente os direitos de ocupação da área, argumentando que Richarlison negociou com posseiros que não eram os legítimos proprietários do terreno. O conflito foi parar nos tribunais, incluindo decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que em 2025 manteve uma decisão favorável à empresa de Tomaz. O processo foi arquivado definitivamente em janeiro de 2026.

Características da Ilha Comprida
A Ilha Comprida, alvo central dessa disputa, é uma área de luxo na Costa Verde do Rio de Janeiro, com uma extensão de aproximadamente 4,5 quilômetros. O território é caracterizado por uma rica vegetação da Mata Atlântica, apresentando pequenas praias e uma cachoeira particular, frequentemente referida por Richarlison em suas redes sociais. A conexão com o continente se dá através de manguezais na Baixada do Bracuí, local que proporciona um ambiente de tranquilidade e beleza natural, tornando a ilha um destino atrativo para turistas.
Acusações de Richarlison
No vídeo publicado em 21 de outubro de 2026, Richarlison voltou a acusar Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz de atuarem de maneira ilícita para conseguir os direitos sobre a propriedade. Ele iniciou a gravação destacando que apresentaria documentos que comprovam sua compra da ilha, insinuando que a regularização da posse feita pelo grupo de Tomaz foi rápida e atípica para os padrões do sistema. O atacante também mencionou que dos R$ 10 milhões investidos, aproximadamente R$ 4,66 milhões foram pagos a ocupantes anteriores do imóvel.
Posição de Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro
Por sua vez, Willer Tomaz defendeu sua posição, afirmando que a empresa dele seguiu todos os trâmites legais para a aquisição do imóvel. Após as declarações de Richarlison, Tomaz enfatizou que a versão apresentada pelo jogador é inconsistente face aos documentos e à certidão de propriedade que possui. Ele argumentou que a empresa de Richarlison não podia reivindicar os direitos sobre o terreno, já que os pagamentos foram feitos a posseiros e não ao proprietário legítimo. Flávio Bolsonaro, por sua parte, mantém que não tem envolvimento na disputa, limitando-se a ter sido chamado como testemunha no processo.


